Parar de seguir, silenciar, esconder atualizações ou desfazer a amizade parece ser um pouco complicado quando você gosta muito de alguém, mas não suporta o que ela posta na Internet. Dói saber que não somos correspondidos, especialmente quando o ambiente permite que essa informação fique bem evidente.

As redes sociais estão começando a refletir, cada vez mais detalhadamente, o comportamento de uma sociedade que se alimenta do próprio ego. Ainda há uma ilusão de que aqui é terra sem lei e que qualquer comentário ofensivo é apenas liberdade de expressão.

Um dos motivos que eu amo o universo online é que ele te oferece uma vasta gama de conteúdo e ainda te permite escolher quais você quer ver. Trabalho com tecnologias e fica difícil acompanhar todas as novidades desse mercado e ler todos os posts motivacionais que vocês compartilham na timeline. Então eu tenho que fazer minhas escolhas.

“O botão do unfollow é logo alí”

Sempre evitei apertar o botão que pode levar à terceira guerra mundial – imaginem se a primeira dama dos EUA parasse de seguir seu marido no Twitter. Algumas redes sociais hoje oferecem uma solução para ignorar seus amigos que fazem questão de demonstrar a falta de empatia com as minorias, evitando que você “desfaça a amizade” com eles.

Só acho que não estou sendo sincero ao manter alguém que não traz nada relevante pro que eu tenho interesse de ver por aqui. O Facebook sabe disso e aprende, a partir dos meus likes, o que eu quero ver, mas eu não aceito um algoritmo fazendo isso por mim. Quero continuar tendo essa liberdade de seguir apenas o que me interessa, sem a obrigação de ter alguém no meu círculo de amigos online por conveniência.

Acho que devo voltar a usar e-mail e RSS…